Forró dos idosos

Amanhã (11.06)  a Quadrilha do Grupo de Idosos deste CSU de Liberdade : Grupo Fonte da Alegria : Quadrilha Sapeca Iaiá estará se apresentando no Shopping Liberdade à tarde e na semana que vem será o Forró da Amizade do Grupo de Idosos do Grupo da Amizade.É mais uma ação CSU Liberdade.

Estão abertas as inscrições para projetos esportivos à partir de 07 anos.

Entrem em contato.
Obrigada pela atenção
Rose Rian

www.csuliberdade.blogspot.com

Esporte gratuito

por Vanessa Moraes Costa

O bairro da Liberdade e adjacências conta com cerca de três colégios estaduais como Duque de Caxias, Carneiro Ribeiro Filho, Escola Técnica Luis Navarro de Brito, que oferecem esportes aos estudantes, e três escolas municipais nas quais crianças até 12 anos de idade, exercem atividades recreativas. Um dos mais velhos colégios do bairro, o Duque de Caxias com 70 anos de existência, tem ensino médio e possibilita aos quase três mil estudantes a prática de vários esportes. Para maior integração dos alunos, o colégio realiza todo ano a semana de Caxias que possui os torneios de futsal, basquete, vôlei, handebol, concurso de redação, mostra de vídeos, e apresentações de artes.
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A fada dos contos reais

Histórias que aproximam as crianças das suas realidades
por Vivianne Ramos
foto: Lais Cavalcante

Aposentada, confeiteira, costureira, mãe de cinco filhos, avó de nove netos e contadora de histórias nas horas vagas. Essa é Aida Valtrudes da Silva, moradora do bairro da Liberdade. Com 69 anos, não gosta de contos de fadas, mas tem muitas histórias para contar. “Eu nunca li essas histórias, essas de Branca de Neve e não sei o quê… Conheço por causa de minha neta que às vezes me pede pra contar. Mas eu prefiro as que minha mãe me contava quando eu era pequena”, diz Aida sorridente.
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O mais belo dos belos

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por Priscila Bastos

Diante de tanto preconceito e impunidade, em plena ditadura militar, surge o Bloco afro Ilê Aiyê, no Curuzu, Liberdade, bairro de maior população negra do país, onde negros baianos reivindicam igualdade. O Ilê foi fundado em 1974 por jovens comuns do bairro da Liberdade. Antônio Carlos Vovô, que é o presidente até hoje, Aliomar, Macalé e Polônio (já falecido), que já tinham uma percepção das relações de desigualdade, resolveram montar um grupo percussivo que foi tomando corpo e, até hoje, ganha mais força a cada dia.

Ao chegar à sede do Ilê, é possível avistar azulejos com as cores representativas do bloco. Cada uma tem um significado. Vermelho: luta, amarelo: ouro, branco: paz, preto: raça. Na fachada do prédio, o nome: Edifício Antônio Carlos Vovô. No meio, uma escada que dá acesso à sede e, do lado direito, a garagem. Ao subir as escadas há a recepção, onde é possível obter informações. O prédio tem 17 andares e para ir a todas as salas é necessário usar os elevadores.

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Dificuldades

“No início, início, o poder público fica: ‘Que bloco é esse? Eu quero saber’. É um bloco de uma porção de negros saindo no carnaval para contestar um sistema desigual. Então o poder público, polícia, mídia, não olhava com bons olhos. Hoje o Ilê Aiyê é uma marca, 15 diretores, todos profissionais liberais de suas áreas. Hoje todo mundo quer tá dentro do Ilê Aiyê. Instituição que combate as questões de preconceito: racismo e discriminação. A mídia, hoje, se é Tv Bahia, Tv Aratu, todo mundo parceiro amigo, até onde pode, tem isso também”, conta um dos diretores do bloco, também gestor de projetos e educador Edmilson Lopes das Neves, 47, que está há 15 anos no Ilê.

O Ilê passou por diversas dificuldades. No começo não teve uma boa aceitação por parte de muitos. Ainda hoje existe apreensão para que tudo esteja em dia, para que o recurso financeiro chegue e assim o projeto continue. “Momentos difíceis passamos sempre. Somos uma ONG, quando o recurso não chega, a gente fica com cabeça quente”, ressalta o diretor do Ilê, José Carlos Santos, 51, e também comerciante.

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Projetos

O Ilê possui projetos em três linhas distintas: para crianças, adolescentes e idosos. As crianças contam com a Escola Mãe Hilda, que possui oito classes, quatro pela manhã e quatro à tarde. Este espaço possui vários departamentos: coordenação, sala de aula e merendaria. “O Ilê é maravilhoso, pois transmite a nossa cultura que outras escolas negaram, agora passa a ter a Lei 10.639, obrigando o ensino da história cultural afro e a escola aqui do Ilê foi pioneira neste segmento”, conta a professora Sheila da Silva Ferreira, 26, há dois anos e alguns meses no Ilê Aiyê . A diretora da Escola Mãe Hilda, Nildelier Benta dos Santos, 44, está no Ilê desde quando foi fundado e há quatro anos está neste espaço da escola. Para ela, a atitude de trabalhar com a cultura negra e combater o racismo é uma boa iniciativa.

A Band’Erê, escola de percussão, canto e dança está dividida em quatro grupos de 25 crianças e adolescentes que recebem os ensinamentos de: História Afro-Brasileira, Interpretação e Linguagens, Ritmos Musicais, Canto, Dança e Saúde do Corpo. A estudante Dandara Rosa Almeida, 18 anos, há um mês fazendo curso de dança e percussão diz: “O curso eu acho que abre oportunidade para quem quer aprender a dançar, profissionaliza as pessoas”.

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O professor André Edmilson dá as normas nas aulas de percussão, com instrumentos que ele mesmo produz, sendo que esta sala onde atualmente estão sendo dadas as aulas de percussão, futuramente será um estúdio. Um som contagiante irradia pela sede do Ilê. A sensação que dá é que muitos negros foram e são calados muitas vezes pelo preconceito, mas o som dos tambores ninguém consegue cessar e este é o grito do Ilê.

As meninas têm acesso às aulas de balé clássico e dança afro com a professora de balé Daniela Costa, que entrou no Ilê este ano. “O balé é importante para a auto-estima das meninas”, conta Daniela, que é formada em Dança. O Ilê oferece também aulas de informática, artesanato e CCN, que é Cidadania e Cultura Negra, fornecendo a estes adolescentes informações essenciais para uma vida em sociedade.

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O Ilê conta com um Infocentro, onde há uma lan house que é aberta ao público. Este projeto tem parceria com o Estado e permite que as pessoas fiquem meia hora no local todos os dias com direito a imprimir três cópias. Na sala de Informática, ao lado do Infocentro, são dadas aulas de informática básica. O monitor Ubiratan Vasconcelos dos Santos, 22, que tem 14 anos no Ilê, brinca dizendo que está no Ilê desde que o mesmo foi fundado. “As turmas têm em média 18 pessoas. Há inscrição e seleção, uma prova teórica e dinâmica de grupo”, explica ele emenda: “É uma oportunidade que me deram de eu me capacitar, ser educador. O Ilê oferece curso para a comunidade e trabalha a auto-estima”.

Adolescentes em busca do primeiro emprego também são motivados, através de cursos como ajudante de cozinha, operador de telemarketing, estética afro, fabricação de bolsas e calçados, informática básica. Alguns cursos formarão turmas e estarão em vigor após o carnaval.

A Sala de Costura, onde são confeccionadas bolsas e acessórios e onde são dadas as aulas de corte e costura, possui algumas máquinas de costura e bolsas penduradas na parede que logo chamam a atenção e demonstram o trabalho minucioso que é feito para que o produto agrade às pessoas. As responsáveis por idealizar os modelos são Luciana das Neves Xavier, 29, cinco anos no Ilê e Leila Luzinete Santos da Silva, 25, três anos no Ilê. Elas explicam que o que é produzido neste espaço é vendido na boutique do Ilê no Pelourinho.

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O Ilê tem o projeto para terceira idade: Dandarê, que visa melhoria da qualidade de vida. “Toda segunda-feira, a gente traz pessoas para dar informações: médicos, geriatras, todas as áreas que podem tá melhorando esta qualidade, consultora jurídica”, explica Neves. Todos os projetos são gratuitos e funcionam diariamente. O Ilê conta com professores de dança, nutricionista e cozinheiro para as aulas de culinária.

A ONG tem planos musicais e cinematográficos. “O Ilê tem projeto para um novo CD, mas como a gente vive num mundo de pirataria, o Ilê Aiyê nunca lançou um DVD, mas parece que pelo mundo o Ilê Aiyê já lançou meia dúzia de DVDs”, diz Neves. O Ilê está com um projeto inédito, a elaboração do filme “Capitães de Areia”, que contará com a mesma produção do filme Cidade de Deus, com direção de Cecília Amado.

Um dos responsáveis pela seleção de pessoas para o filme é Ramnsés Santos, 30, que fez muitos cursos no Ilê, faculdade de música, além do curso de áudio e vídeo do Ceafro. Ele explica um pouco a história do filme: “Meninos que viviam na rua no século passado, meninos que denunciavam Salvador, estivadores protegiam esses meninos”.

As gravações começam em fevereiro a expectativa é que esteja tudo pronto em agosto. O estudante Wendell Carvalho de Jesus, 12, há cinco anos no Ilê faz parte da escola Mãe Hilda, Band’Arê e participa da seleção do filme. Ele quer ser percussionista e, muito satisfeito, afirma que aprecia as iniciativas do Ilê.

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Ensaios para o Carnaval

“Os ensaios para o carnaval já começaram, é quinzenalmente. Já foi feito o tema deste ano: Candances, as rainhas do reino Mery, que fica na Etiópia. Já foi feita a classificação das músicas tema e das músicas poesias. Tava Aliomar aqui, junto com Bamba e Mundão preparando o material de praticidade, a gente elege uma temática, a partir da temática se faz uma programação histórica, transforma em apostila. Apostila passa para os compositores que eles produzem uma música tema e uma música poesia. Esse material é reunido, sistematizado e transformado num caderno pedagógico que é o PEP e se dissemina para as escolas. Este ano o tema Candances homenageia vocês, as mulheres do mundo todo, um tema muito gostoso de ser estudado”, ressalta Neves.

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Os ensaios para o carnaval aos sábados acontecem em escalas: Banda de nove. Nove percussionistas escalados, mais três dançarinas selecionadas e três cantores, a cada sábado, dependendo da escala. Carine Nascimento de Jesus, 21, trançadeira, trabalhou no camarote do carnaval 2007 trançando cabelos e depois saiu no bloco. “A experiência de ter saído no bloco no carnaval deste ano foi mágico!”, diz Carine.

Daniela Mercury
“Quem é que sobe a ladeira do Curuzu? E a coisa mais linda de se ver? É o Ilê Aiyê. O mais belo dos belos dos belos, sou eu, sou eu. Bata no peito mais forte e diga: Eu sou Ilê”. Assim Daniela Mercury homenageia o Ilê e a raça negra nos carnavais.

“Para o Ilê, Daniela Mercury representa mais uma artista dentro do cenário baiano, só. Ela é ativista, particularmente o diretor Edmilson falando, ela poderia ser muito mais ativista, apesar dela beber nesta fonte, ela tem que beber nesta fonte não só quando tiver sede, e ser ativista já que ela tá por aqui”, declara Neves.

A população baiana acredita que Daniela é a branca mais negra do Ilê, o que relembra a pergunta de muitos: Porque não é permitido brancos no grupo? “É uma pergunta que acompanha o Ilê Aiyê. O Ilê Aiyê mantém essa tradição que é muito interessante, muito pertinente, porque se as pessoas brancas que acompanham o Ilê, todos dentro do movimento do Ilê Aiyê não podem tá participando, mas que todas as outras as ações do Ilê é aberta. O Ilê Aiyê não é um bloco que segrega. Ele mantém aquela originalidade dele, esta relação matriz. No dia que o Ilê Aiyê abrir, tem uma porção de pessoas brancas muito interessantes, muito importantes que merecem estar dentro do Ilê, mais do que muitas pessoas negras. Isso de ser negra não quer dizer que tem uma identidade com as questões, mas tem uma porção de pessoas brancas que vão tá dentro do Ilê Aiyê só por uma relação de capital, só uma relação financeira, sem nenhuma identidade, paguei e tô ali, isso vai jogar por terra toda uma história”, explica Neves.

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Emoção

Todos os anos, no Carnaval, o bloco Ilê Aiyê sai nas ruas provocando expectativa e emoção a baianos e turistas que têm a oportunidade de apreciar o desfile do Ilê. “São muitos. Mas eu acho que o momento ímpar é a saída do Ilê sábado, porque você vê um grupamento de afro-descendentes que o ano todo se organizou para poder sair nesse bolo e… orgulho, orgulho de si, da organização, 3 mil associados. Cada um é um rei, cada uma é uma rainha. Eu acho que isso bate forte, vê Mãe Hilda fazendo o ritual de saída do bloco. Esse bloco é muito interessante de pensar, eu acho que esse momento de ápice, e ele acontece todo ano, você se emociona, de ficar arrepiado, de vim lágrima nos olhos, de se assustar pelo desafio de ter que tomar conta de 3 mil associados na rua, levá-los e trazê-los, quarta–feira de cinzas você não vê uma ocorrência do bloco Ilê Aiyê”, diz Neves.

Outro momento de emoção é o aniversário do Ilê, no dia 1º de novembro, comemorando este ano 34 anos e celebrando mais um ano de resistência e de novas propostas. Quem chega à ladeira do Curuzu avista muitas faixas homenageando o Ilê. Uma defronte à sede diz: “Mães feiticeiras, dona do destino, encanto e beleza seduzindo a realeza. Candaces mulheres guerreiras” (Dudu Botelho, Marcelo, Zé Paulo e Luiz Pião).

Curiosa é a escolha da Beleza Negra, Deusa do Ébano, que é realizada um sábado antes do Carnaval. As mulheres têm que saber dança afro e ter dos 18 anos, até a idade do Ilê, no caso, 18 a 34, idade que o Ilê faz este ano.

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Funcionários

O Ilê possui uma quantidade significativa de funcionários, mas não tem como não notar três deles: o recepcionista Luís Ivan Gonçalves da Silva Júnior, há quatro anos no Ilê, muito simpático, mas um pouco tímido no primeiro contato. “É uma entidade que ajuda muitos moradores do Curuzu”. Em um momento de maior descontração ele brinca dizendo que os cursos que ele mais gosta são de marketing e corte e costura.

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Gentilmente ele mostra os espaços da sede e explica o que sabe, além de frisar que toca na banda do Ilê. Raimundo Nascimento Bonfim, 34, há três anos no Ilê e Roque Hebert Moura Santos, 23, em meio a muitos risos se definem como “multiuso” no Ilê, pois de tudo fazem um pouco. Sobre o Ilê: “Eu acho que é uma iniciativa boa, os negros se mostrar mais e aí por diante”, diz Bonfim.

Eles contam que o almoço para os funcionários vem da casa de Mãe Hilda, brincando mostram as marmitas que estão dentro de um saco. Este trio maravilha apesar de um pouco tímidos no começo aos poucos interagem e conseguem dá a graça ao Ilê, conseguem recepcionar bem os visitantes e ser mais um atrativo dentro do bloco.

Atualmente, o Ilê possui em torno de 3.500 associados no carnaval e aproximadamente 16 funcionários com carteira assinada. No período de carnaval a escala sobe para quase cem pessoas e nos eventos do bloco, com o trabalho informal, o número também aumenta.

“O objetivo atual do Ilê é trabalhar as questões da afro-descendência, agregando valores, tornando os negros sujeitos críticos de valores. Eu acho que é uma das missões muito lindas, muito, e o Ilê Aiyê vem ao longo da sua história cumprindo isso. Eu acho que o papel do Ilê Aiyê é esse, é tá disseminando história, é tá divulgando as questões, é tá zelando pelo movimento histórico deste homem negro”, informa Neves.

Diante da luta dos fundadores do Ilê, funcionários e associados, a grande lição que todos podem obter é a de que não há limites para os sonhos, a importância de não desistir. Se, diante dos obstáculos, o Ilê tivesse esmorecido, não honraria hoje o significado do seu nome. O Ilê é hoje a Casa Grande que guarda a população da Liberdade, guarda as lágrimas e risos das tristezas e das vitórias, guarda a vontade de seguir e fazer a cada ano o carnaval de Salvador ver a grandeza das nossas raízes, ver a pérola que é a raça negra. “Lá vem a negrada que faz o astral da avenida, mas que coisa bonita, quando ela passa me faz chorar. Tu és o mais belo dos belos, traz paz e riqueza, tens o brilho tão forte, por isso te chamo de pérola negra”.

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Serviço

End: Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê, Rua do Curuzu, 228 – Liberdade, Salvador-Bahia-Brasil – CEP.: 40365-000
Tel: 3256-8800
E-mail: ileaiye@ileaiye.org.br
Site: www.ileaiye.com.br

(dezembro de 2007)

Histórias do Plano Inclinado

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por Priscila Bastos

Os planos inclinados fazem parte da história da cidade e foram pensados para driblar a difícil tarefa que era subir e descer as enormes ladeiras que separam Cidade Alta e Baixa ou mesmo diminuir o tempo que se levava para dá voltas até chegar a parte baixa de Salvador. A cidade possui três planos inclinados, um deles é o da Liberdade (liga o bairro da Liberdade a Calçada), que funciona com dois bondes amarelos e grandes, que permitem ao passageiro apreciar a vista da Cidade Baixa. Nem sempre se acha um local para sentar, mesmo assim, isto não é problema, pois a duração do trajeto é de 1,67minutos/segundos, o que faz compensar o percurso, já que, de ônibus, leva-se muito mais tempo para chegar a Cidade Baixa. Leia mais »

Largo da Lapinha

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por Jordan Mendes

Apreciar a bela vista da Baía de Todos os Santos, tomando uma cerveja bem gelada no bar Belvedere. Fazer uma “fezinha” na casa lotérica. Olhar as revistas na barraquinha de seu Antônio. Tomar uma água de coco ou comer um acarajé enquanto espera-se o ônibus. Abastecer o carro. Comprar o pão. Pegar um táxi. Assistir a missa das 6h da noite. Essas são algumas das coisas que pode-se fazer num mesmo lugar: o Largo da Lapinha. Uma praça dá um ar de uma cidadezinha do interior ao largo. Uma estátua em homenagem aos heróis da independência, um parquinho de aspecto sujo, um coreto, alguns bancos e mesas, e uma igreja são as primeiras coisas percebidas por um visitante. A rua de paralelepípedos e as casas são indícios da história do bairro, que abriga, numa casa verde em estilo colonial, o caboclo e a cabocla, símbolos da independência baiana. Durante a semana, a calmaria e tranqüilidade reinam no Largo da Lapinha. Porém, apesar do ambiente harmonioso, as pessoas que moram, trabalham e freqüentam o local, reclamam da segurança e conservação do mesmo.

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Feira do Japão

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por Jordan Mendes

Numa das transversais da Avenida Lima e Silva, que corta o bairro da Liberdade, fica a Feira do Japão. Uma placa azul com o nome da feira marca o seu início. Numa rua estreita, em frente ao colégio Duque de Caxias, acumulam-se barracas com os mais diferentes produtos. Frutas, verduras, legumes, temperos, frutos do mar e carnes são os mais encontrados. O trânsito de pessoas é intenso e os esbarrões, inevitáveis. O asfalto está sempre úmido, pois os feirantes estão molhando os seus produtos constantemente. As barracas são de tamanhos diversos e aspecto humilde.  O cheiro não é muito agradável. Inclusive, no mês de setembro deste ano, a feira sofreu uma apreensão de carnes pela Vigilância Sanitária, por falta de higiene na comercialização.

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Auxílio Fraterno na Lapinha

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por Jordan Mendes

Fotos: Divulgação e Marco Beltramo

Uma das coisas que chama a atenção ao chegar a Rua do Queimado, de casas simples e asfalto esburacado, é o prédio de portão verde e extensa parede que leva as letras OAF (Organização do Auxílio Fraterno) nas cores azul, amarelo e verde. Ao passar pela portaria e adentrar a instituição, percebe-se um lugar muito organizado e limpo, contrariando a estrutura do bairro. Conhecendo a OAF, tem-se a sensação de que as coisas funcionam lá, apesar da ONG (Organização Não Governamental) está sendo acusada de superfaturamento na venda dos produtos das suas oficinas, o que tem limitado os projetos desenvolvidos pela mesma.

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Inclusão digital: uma realidade distorcida

Escolas buscam melhorias para o ensino público
por Iana Silvany e Luciano Genonádio

A idéia de inclusão digital sugere a implantação de laboratórios informatizados que ofereçam aos alunos aulas de noções básicas da informática e possam também ser utilizados como mais um mecanismo de aprendizagem. Porém, a realidade das escolas públicas do bairro de Itapuã e Liberdade é bem diferente. Laboratórios fechados, computadores sem manutenção e sem acesso à internet, alunos aglomerados em frente às máquinas, a falta de professores e incentivo financeiro são alguns dos problemas enfrentados. Leia mais »

Shopping Liberdade: suas belezas e contradições

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por Priscila Bastos

O Shopping Liberdade atrai pela sua estrutura arquitetônica. Não há como passar de ônibus ou a pé e não sentir vontade de entrar. A arquitetura chamativa, uma fachada com o nome do shopping, as plantas, as entradas: pela esquerda, direita e pelo meio, são atributos que despertam curiosidade de todos que por ali passam. Embora seja tão atraente aos olhos de todos, a situação não tem sido muito favorável. Segundo declarações de comerciantes, um dos motivos é que o retorno não tem sido o esperado, há uma baixa freqüência. Leia mais »